Uro & a Tecnologia

A cada novo dia, a medicina tem sido beneficiada por novas tecnologias que agregam qualidade ímpar ao diagnóstico e tratamento das doenças.

Em especial, a urologia absorveu de forma ampla essas tecnologias. 

A introdução do robô na prática cirúrgica proporcionou também um grande avanço. 

Vários estudos indicam que o uso da reconstrução 3D ajuda na compreensão da anatomia e lesões no pré-operatório. Além disso, ajuda a preservar massa de parênquima renal e diminui o tempo isquêmico quente, o que contribui para alcançar ótima função renal após procedimentos cirúrgicos.

Linha do Tempo da Cirurgia Robótica

Primeiro uso documentado de um braço robótico: o PUMA 560, desenvolvido por Victor Scheinman. O procedimento realizado foi uma biópsia neurocirúrgica, que foi bem sucedida. 

Primeira colecistectomia com sistema
robótico.

Foi utilizado o sistema PROBOT para uma ressecção transuretral.

Nesse ano, o sistema AESOP, desenvolvido pela empresa Computer Motion e com uma central de comando denominada ZEUS, foi o primeiro sistema robótico aprovado pela Food and Drug Administration (FAD), a agência do departamento de saúde dos EUA, para procedimentos endoscópicos cirúrgicos e transcontinentais, onde um médico em Nova Iorque operou o robô que estava na França. 

Surgimento do primeiro sistema de cirurgia robótica aprovado pela FAD para cirurgias laparoscópicas gerais, urológicas, toracoscópicas não vasculares e para o procedimento de cardiotomia toracoscopicamente assistida. Esse sistema foi nomeado como Sistema de Cirurgia da Vinci. O intuito inicial desse robô era a realização de cirurgias à distância nos períodos de guerra, porém, acabou sendo eficiente para cirurgias presenciais devido à precisão e recuperação.

A tecnologia chega no Brasil e o Hospital Israelita Albert Einstein realiza a primeira cirurgia de próstata com o sistema robótico.

#BlogURO3D

Pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Brigham Young University, nos Estados Unidos, desenvolveram pinças robóticas minúsculas baseadas nos princípios do origami e aplicaram essa metodologia na cirurgia robótica. Os instrumentos são 75% menores do que os tradicionais, mais finos, leves e duráveis. Com eles, é possível otimizar a utilização dos espaços sem afetar a precisão e a mobilidade desses dispositivos dentro do corpo. Eles também permitem que os cortes cirúrgicos sejam menores, o que evita a necessidade de pontos.

 

Fonte: Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery

A evolução das técnicas cirúrgicas nos permitiu o desenvolvimento de diversos tipos de robôs que podem ser comandados pelo cirurgião para realização de diferentes tipos de cirurgia. Uma tecnologia desenvolvida permite que o braço robótico se comporte como um “tentáculo do polvo”, enrijecendo ou flexibilizando conforme a necessidade. ⠀

Esses braços robóticas podem carregar pinças, tesouras, bisturi e câmera. A flexibilidade permite que sejam “manobrados” dentro do corpo, desviando de órgãos e chegando a locais de difícil acesso para outras vias cirúrgicas. ⠀

Modelagem 3D

Vários estudos indicam que o uso da reconstrução 3D ajuda na compreensão da anatomia e lesões no pré-operatório. Além disso, ajuda a preservar massa de parênquima renal e diminui o tempo isquêmico quente, o que contribui para alcançar ótima função renal após procedimentos cirúrgicos.

▶ Thiago Hirano – Engenheiro mecânico pela Universidade de Brasília e fundador da Augen Imagens Médicas. ⠀